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01 dezembro, 2010
07 junho, 2010
05 junho, 2010
O mercado de artes plásticas.
Investir nesse mercado é para quem não teme o risco e olha o longo prazo em busca de retorno financeiro.
Mesmo no imaginário das pessoas menos familiarizadas com o assunto, arte está associada a valor – não apenas subjetivo, mas também financeiro. Investimento para quem tem gosto por risco e a paciência exigida pelo longo prazo parece mais difícil antecipar valor (ou preço) no volúvel terreno da estética do que estimar a variação futura de uma ação. Mas os conhecedores afirmam que, com base no entendimento do trabalho do artista, seja possível identificar os que irão avançar com consistência, sem perder valor ao longo do tempo.
“Uma artista como a Mira Schendel, redescoberta nos últimos 10 anos, morreu sem mercado, há 21 anos. Uma monotipia (tipo de gravura em cópia única) dela custava US$ 100 quando ela ainda estava viva. Hoje, esses, que são os seus trabalhos mais simples, não custam menos de US$ 10 mil” – diz Socorro de Andrade Lima, sócia da Galeria Millan. “O que explica essa diferença de preços é que existem trabalhos muitos difíceis, que demoram algum tempo para serem valorizados”. Vários outros artistas de assimilação complexa poderiam ser acrescentados à lista, como Hélio Oiticica e Lygia Clark, observa Luisa Strina, da Galeria Luisa Strina.
Van Gogh é um ícone da pintura que, em vida, se acostumou a estocar quadros em casa por absoluta falta de compradores – à exceção de Theo, o irmão, para quem escrevia cartas onde as discussões sobre arte eram tão frequentes quanto os pedidos de ajuda finaceira . Em 1990, o “Retrato do Dr. Gachet” foi arrematado por US$ 82 milhões por um colecionador japonês – o quadro permanece na lista das pinturas mais caras da história, embora, de lá para cá, algumas telas, de artista tão diversos quanto Klimt e Jackson Pollock, tenham superado com folga a impressionante marca de US$ 100 milhões. No extremo de Van Gogh, o que não tem liquidez em uma época pode ser visto como tesouro pela posteridade.
“O desenvolvimento do mercado da arte ocorre paralelamente ao do próprio capitalismo. e a excepcionalidade, o caráter único de cada obra, é o que define o seu valor numa era de produção econômica em massa”, observa a professora emérita da Faculdade de Economia de Administração da Universidade de São Paulo e pesquisadora da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), Divina Pinho. “No século 19, houve uma diversificação dos canais de distribuição de arte e da própria produção que, a partir do Impressionismo, se descola dos padrões acadêmicos. No século 20, as galerias se afirmam como validadoras da arte”, acrescenta a professora, que estuda as conexões entre arte e economia.
Iniciando uma coleção
Apesar das cifras milionárias frequentemente associadas à “excepcionalidade” da produção artística, a possibilidade de iniciar uma coleção está aberta também a bolsos menos recheados do que os de magnatas japoneses. Na mais recente edição da SP – Arte, feira de arte contemporânea realizada em São Paulo, em maio, cerca de 80 galerias ofereceram trabalhos artísticos por valores a partir de R$ 300.
“Mesmo com um orçamento modesto é possível adquirir obras de bons e promissores artistas”, diz a diretora da SP – Arte, Fernanda Feitosa. “Poder associar investimento e prazer confere uma dimensão muito diferente do que apenas investir esperando um retorno financeiro. U CDB não pode ser pendurado na parede. O retorno pessoal tem uma dimensão distinta” – acrescenta ela.
“Há novos artistas com trabalhos que podem ser adquiridos por R$ 1 mil. Outros, com carreira mais longa em exposições e bienais, têm obras a partir de R$ 10 mil” – afirma Baixo Ribeiro, sócio da Galeria Choque Cultural, entre as muito ativas na promoção de uma das vertentes que mais crescem no mercado brasileiro: a jovem arte urbana com matriz na linguagem do grafite e dos quarinhos. Profissionais na faixa de até 40 anos, de áreas tão distintas quanto finanças, moda ou publicidade, movimentam esse nicho. “São pessoas que em vez de comprar outro carro ou pensar em lancha, começam a formar coleções”.
Este é o caso do publicitário German Carmona, de 33 anos, que possui 45 trabalhos, entre telas, gravuras e fotografias. “Desde que voltei de um mestrado em Londres, passei a acompanhar o circuito de São Paulo, especialmente artistas com carreiras ainda recentes, urbanos, que são os que eu gosto e posso comprar”, diz o publicitário, que estabeleceu um teto de R$ 6 mil por peça e recorre a parcelamentos quando necessário.
“Essa coisa de teto é um problema, porque às vezes se perde algumas boas oportunidades”. Ele cita o caso de uma tela do artista Titi Freak que lhe foi oferecida algum tempo atrás. “Gostei, mas fiquei na dúvida: estava acima do meu teto. Dois anos depois, uma amiga minha comprou a mesma tela por 12 vezes mais”, diz Carmona, ressaltando que artistas jovens, com carreiras ainda em formação, podem apresentar grande variação de preços em prazos curtos. “O risco não pode ser desprezado, porque as carreiras desses artistas ainda não são sólidas”, ressalva o colecionador.
Caso a perspectiva seja apenas a valorização dentro de um prazo definido, é melhor buscar outras opções. “Se você me perguntar sobre arte exclusivamente como investimento financeiro, a minha resposta será: um péssimo negócio. O risco é grande e o retorno é de longuíssimo prazo, de uma geração para outra”, afirma Ribeiro, da Choque Cultural.
“A arte precisa ser percebida como um investimento cultural, não como um objeto que precisará ser vendido em certa data para obter retorno. Se este for o caso, o melhor é pensar em alternativas mais líquidas”, acrescenta ele. Opinião compartilhada por Alexandre Gabriel, diretor da Galeria Fortes Vilaça, que mantém no acervo altuns dos mais prestigiados artista brasileiros atuais, como Adriana Varejão, Beatriz Milhazes e Vik Muniz.
“Em arte, o retorno inicial é sempre o prazer de possuir determinada obra. Eventualmente, pode significar retorno financeiro, mas este não dever ser o ponto de partida. Não é uma bolsa ou um fundo – embora existam pessoas que cometam esse erro, e tratem (uma coleção) como carteira de investimentos”, avalia Gabriel.
Canais de negociação
Feita essas ressalvas, como em qualquer mercado, o canal de negociação ajuda a explicar a formação de preços nos domínios artísticos. Assim como nas transações de debêntures ou ações, na arte também existe um mercado primário e outro secundário. No Brasil, o primário reúne as galerias que mantêm relações de exclusividade com artistas para venda dos novos trabalhos em determinadas praças, como São Paulo e Rio. As galerias que trabalham com os mesmos artistas em cidades – e mesmo países – diferentes normalmente mantêm um diálogo sobre preços, descontos e formas de pagamento, de forma a não haver distorções significativas que afetem o “planejamento” da carreira de determinado profissional.
“No mercado secundário é onde estão as maiores oportunidades de especulação”, explica Gabriel, referindo-se às obras que já integram coleções particulares e, em transações entre partes, mudam de mãos. Nesse grupo, costumam estar trabalhos de artista mortos, obras de fases anteriores de artistas que ainda estejam produzindo ou mesmo séries recentes desses artistas que tenham se esgotado sem atender à demanda.
Vicio pela arte
“Na minha experiência, o que movimenta mesmo o mercado é quem desenvolve o vício pela arte; quem, no limite, chaga a colecionar por compulsão”, observa Luisa Strina, que admira o colecionador que busca sempre a informação e a construção de acervos coerentes, sem concessões a modismos. “Não é incomum ver aquelas coleções que eu chamo de prêt-à-porter, com todos os artistas de sucesso do momento. Fica previsível”.
Sucesso não necessariamente significa modismo, ressalva Luisa, acrescentando que também gosta desses trabalhos. “Mas é preciso não ter medo de errar, saber apostar no diferente”.
As galerias que combinam artistas consagrados com os ainda promissores normalmente aproveitam as melhores margens dos mais velhos para investir no desenvolvimento dos recém-chegados. “O investimento das galerias não é pequeno: varia da montagem de exposições individuais até a participação em grandes feiras de arte, como a Basel, na Suíça, explica Socorro, da Millan.
“O currículo – a participação em eventos e museus significativos – é fundamental para a valorização do artista ao longo do tempo. E o investimento das galerias para que o artista desenvolva a sua carreira é brutal”, acrescenta Luísa Strina, ressaltando que os cuidados se estendem da produção de catálogos e livros até as participações nas principais feiras internacionais, que são “caríssimas”.
Fonte: Agência Estado
Luís Eduardo Leal – AE
(digitado por neg GO, tentei entrar neste endereço da matéria: http://aeinvestimentos.limao.com.br/especiais/esp31798.shtm, mas não consegui, foi direto para http://economia.estadao.com.br/
Cumprimentos,
Colorida Galeria de Arte
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05 julho, 2009
Os contrastes tonais

Tom é a capacidade da cor (pigmento opaco) refletir ou absorver luz. A cor sob luz forte aparenta mais clara e escura quando na sombra. A variação tonal depende da quantidade presente de claro ou escuro em uma cor. Por competência natural, a cor tem uma posição na escala tonal.

Em condições neutras de luz, algumas cores, como: o amarelo é naturalmente claro em tom, enquanto outras, como o preto, são naturalmente escuros.
Significativa observação:
· A capacidade de cores diferentes situarem na mesma escala tonal.
· A cor comporta múltiplos tons do claro ao escuro.
A diversidade de matiz e a intensidade de algumas cores apresentam ao nosso entendimento ser mais claras ou mais escuras do que na realidade são.
Cores intensas, quentes, como o vermelho, parecem freqüentemente pular para um tom mais claro; certas cores induzem os nossos olhos a um tom mais escuro, suaves e frios, como o azul. Esta ilusão óptica tem que ser considerado na paleta, cada mistura de cores tem o seu valor tonal.
O contraste de tons é importante no desenvolvimento da pintura.
Toda cor tem seu próprio tom natural (dentro da escala tonal), que independe do matiz (coloração) e da intensidade (brilho). Se pintar com ampla diferença de cores, todas elas dentro do mesmo valor tonal decorrerão pinturas, desprovidos de silueta e sem vida.
As duas qualidades, forma e a vitalidade são destacadas pelos contrastes tonais.
É importante pesquisar a variedade de tons para o objetivo em tela, entender o comportamento de tonalidade das cores para evitar resultado monótono.
Para distinguir bem os tons das cores, exemplo: abaixo está uma escala pratica de variação tonal do branco ao preto, naturalmente, a cor possui um valor tonal equivalente a uma posição na variação tonal do claro ao escuro (orientação da cor dentro dessa escala).
As indústrias de tintas oferecem para a paleta do pintor, os tubos de tintas com as cores padronizadas e em intensidade máxima. Posicionar na escala essas cores para a diferença ficar evidente.
Não esquecer que os pontos dos tons ficam alterados em sua linhagem pelos efeitos de luz e sombra; pode acontecer uma confusão entre tom e cor. Assim, realizar uma pintura sem contrastes de tom ou de cor.

O exemplo acima é muito ilustrativo a esse respeito. Ele se concentra no contraste tonal de apenas três cores.
A prática depende da experiência para ter a noção das diferenças tonais.
Percepção dos tons
Para ver as cores em termos de tonalidade, comece fazendo um guia de tons e cores igual a esse:
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