16 maio, 2006

Tinta a óleo





A profissional feita com pigmentos da melhor qualidade; e, a para principiante com pigmentos sintéticos ou pigmentos encorpados com giz em pó, combinação que baixa a qualidade e a torna mais barata.

As tintas profissionais são feitas com os mais finos pigmentos e oferecem consistências estáveis, por serem cilindrados com um mínimo de óleo. A característica de um óleo com um bom pigmento é garantir a intensidade natural da cor ao ataque de reações químicas através do tempo, sofrem menos com a exposição à luz e às substâncias presentes no ar – amarelecem muito pouco com o tempo. A qualidade superior desse tipo de tinta corresponde ao objetivo profissional. É especificado no rótulo e bem mais caro que para principiante.

A tinta para principiante não possui nenhuma especificação de qualidade no rótulo. As substâncias usadas para encorpar a tinta indeferem com o abreviamento de seu tempo, contudo, sem alterarem a cor natural do pigmento. Quanto mais carga para encorpar a tinta tanto menor será a quantidade de pigmento dentro do tubo, o que demanda quantidade maior de tinta para cobrir determinada área de trabalho. Essas tintas têm consistência mais mole, por ter mais óleo, desandam, em dificuldade para sobrepor as camadas, pois a camada inferior rica em óleo forma com as camadas sobrepostas uma película com tendência a descolar-se da tela. A abundância de óleo também leva os pigmentos a mudar de cor com o tempo, fazendo-os amarelecer a alguns anos depois do trabalho terminado.

O valor do tubo de tinta varia, por estar sujeito ao processo de industrialização empregado pelo fabricante, tudo em função do custo inicial do pigmento utilizado. Por isso, entre uma série e outra de produção da mesma tinta em uma fabrica pode haver diferença de preços.

As cores terrosas são as mais baratas, enquanto o do espectro luminoso, como: amarelos vermelho cádmioazul-ultramarverdes, geralmente custam mais. O pigmento scarlet vermilion, é uma das exceções de custo elevado, mas há a possibilidade de substituição sintética por dosagem de tons de outros pigmentos.

Independente, da qualidade da tinta, algumas cores contém mais óleo que outras, devido à própria natureza do pigmento. Elas tendem a ser mais transparentes e leva mais tempo para secar, exemplo: carmim-alizarin e verde-terra.

O amarelo-ocre é uma tinta semi-opaca, porque tem uma quantidade média de óleo.

A tinta branca é a de maior opacidade e de baixa concentração de óleo, por ser a mais empregada. É a base mais requisitada para associar-se às outras cores. Observe que o branco é uma pasta mais consistente que as outras tintas, essa elaboração tem o propósito de não exceder com óleo a pintura.

Qualquer artigo para estar à disposição dos consumidores, passa por contínuos tipos de analises e experiências que aprimoram o processo de fabricação; todos os pintores não querem ver os seus quadros desbotarem, então, os fabricantes usam códigos informativos sobre a durabilidade de cada cor, como: **** uma seqüência de estrelinhas; AA – cores extremamente durável; A – cores duráveis, geralmente vendidas como permanentes; B – cores moderadamente durável; C – cores efêmeras (desbotam quando expostas à luz ou às substâncias químicas do ar).

As cores terrosas, feitas de argilas naturais, são os mais permanentes, como:

Terra-de-sombra natural; terra-de-sombra queimado; terra-de-siena natural; terra-de-siena queimado; amarelo-ocre; verde-terra; vermelho-indio (indian red); vermelho-veneziano (venetian red) e vermelho claro (light red)

Escala de desbotamento:

As duráveis – *** três estrelinhas, ou **** quatro estrelinhas. A gama é muito ampla, permite que o artista evite completamente o uso das tintas inferiores ou de duração apenas mediana.

Para contribuir com o universo artístico, todos aqueles que pintam, deveriam ser exigentes com o padrão de qualidade das tintas fornecido pela marca de preferência. Regularmente, seria ideal, enviar anotações de observações praticas e, estas seriam sugestões aproveitáveis para os fabricantes melhorarem a qualidade dos tubinhos nossos de cada dia. Obs.: Cada marca tem sua própria padronização de produção que reflete no conteúdo dos tubos.

Toda experiência requer tempo, para começar, deve experimentar todas as diferentes marcas, ao utilizar, aprende na pratica a diferenciar qual a melhor opção. Como referencia de variação, valer-se do amarelo-cádmio produzido por duas marcas diferentes, uma marca pode ter uma pasta que sai do tubo com maior consistência, ao aplicá-los na tela, sob a mesma técnica e proporção, um secará mais rápido que a outro. Também, observar a diferença de nuança, uma será delicadamente mais fria que a outra. Estas observações valem para os estilos que estão próximos ao Acadêmico, uma vez, que para representar a realidade em foco, precisa de conhecimento apurado para definir a cor exata. Quanto às produções abstratas dos abismos subconscientes que marcam a nossa história, cada um concebe direto na tela as suas próprias regras de representar a imaginação, “o sensível que se manifesta pode ser do universo interior ou exterior, pela intuição procura tatear com o que tem de melhor, a técnica ou forma de materializar o que percebe".

A diferença de preço contrasta com a qualidade e a durabilidade, é difícil enganar um profissional. Entretanto, do mesmo jeito, o artista não pode ser desleixado ou ganancioso – misturar um branco de boa qualidade com uma cor de marca inferior, não aumentará a durabilidade dessa tinta, devido às cargas que apenas dão volume à cor, acelera a desbotagem. De qualquer jeito, a luz solar que incide sobre a tela desestabiliza as cores, geralmente provoca variações resultante das reações químicas.

O processo de secagem de uma tela a óleo depende da umidade no ar, da temperatura e da circulação do ar, estes fatores influenciam o tempo de secagem, bem como a quantidade de luz existente na sala em que a pintura é deixada a secar. Mas outros fatores, como a espessura da película que envolve a tela, a qualidade e a quantidade do óleo aglutinador – a consistência das tintas, igualmente afeta o tempo de secagem. Tudo o que age direto no processo de secagem tem que ser acrescentado o tempo, como regra geral é necessária esperar aproximadamente de seis meses a um ano para que uma pintura a óleo fique seca o suficiente para receber o verniz. Porém, a secagem absoluta pode ultrapassar um lustro de anos.

A importância dos diversos brancos:

Os mais empregados são as tintas brancas, como:

O branco-de-titâneo – a mais versátil, não é tóxica, é a tinta mais opaca, mais branca e de secagem lenta.

O branco-de-zinco – tem uma aparência bem fria e não escurece com o tempo, mas é o menos opaco dos brancos. Seca lentamente, produzindo uma película dura, e por suas característica é considerada o ideal para clarear outras cores. Também não é tóxica.
O branco-de-chumbo – é durável, flexível e de secagem relativamente rápida, o que o torna muito bom para uso geral. Mas não é uma tinta tão opaca como o branco-de-titânio, nem tão fria como o branco-de-zinco. O pigmento – óxido do chumbo é muito tóxico, misturado ao óleo diminui um pouco a toxidade, assim mesmo, pode provocar a doença conhecida como “saturnismo dos pintores”. Mas, ele não é a única tinta tóxica. Também são perigosos, em maior ou menor grau, diversos outros pigmentos, entre as quais se destacam a maior parte dos cromos (amarelo-cromo, verde-cromo, alaranjado-de-cromo), mas a exceção é o “óxido de cromo”.

Continuando coma as tóxicas, estão: o amarelo-nápoles; o branco-de-chumbo; o violeta-cobalto; o verde-esmeraldaarseniato de cobre; o vermilion – todas elas venenosas por conterem chumbo em sua composição.

Normalmente, os elaboradores de tintas a óleo deixam rotulados dos tubos se há algum perigo em termos de toxidez dos pigmentos empregados.

A prudência é indispensável ao manusear as tintas, sempre trabalhar em local bem arejado, habituar-se a lavar as mãos e as unhas, logo após encerrar a utilização das tintas a óleos.



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Um comentário:

Letícia disse...

Quanta coisa boa de se saber!
Obrigado pelo post

Letícia